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NOVA DERROTA NA JUSTIÇA??? QUEM ESTÁ PERDENDO É A DEMOCRACIA E O POVO SIMÕESFILHENSE.


Por Alberto de Avellar –  Enquanto alguns grupos políticos comemoram decisões judiciais como se fossem troféus de guerra, amplamente divulgados por sites institucionais ligados ao ex-prefeito Diógenes Tolentino (Dinha)… – Uma pergunta continua ecoando entre os moradores de Simões Filho: afinal, quem está realmente derrotado nessa disputa pela presidência da Câmara Municipal?

A resposta parece cada vez mais evidente: quem perde é a Democracia e consecutivamente o povo.

A batalha travada nos bastidores da eleição da Mesa Diretora da Câmara deixou de ser uma simples disputa parlamentar para se transformar em uma verdadeira guerra de grupos políticos, onde interesses particulares parecem ocupar mais espaço do que os interesses coletivos da população.

O episódio ganhou novos capítulos após a suspensão do processo eleitoral da Mesa Diretora, alimentando discursos de vitória de um lado e de derrota do outro. No entanto, para quem acompanha a situação de fora das trincheiras partidárias, a sensação é de que a maior derrota está sendo imposta à própria democracia municipal.

O RODÍZIO QUE PAROU NO TEMPO.

Um dos principais questionamentos levantados nos corredores da política local envolve o princípio da alternância de poder dentro da própria Câmara.

Em qualquer ambiente democrático, a renovação de lideranças é vista como um mecanismo saudável de fortalecimento institucional. Quando o mesmo grupo permanece sucessivamente no comando, inevitavelmente surgem questionamentos sobre concentração de poder e enfraquecimento da pluralidade política.

A discussão não é sobre nomes, mas sobre princípios.

Afinal, a Mesa Diretora pertence a um vereador específico ou à instituição Câmara Municipal?

Essa pergunta continua sem resposta convincente.

A CPI QUE SUMIU DO MAPA

Outro fato que chamou atenção recentemente foi a declaração do vereador Orlando de Amadeu, fiel escudeiro do ex-prefeito Dinha,… ao reconhecer publicamente que alterações promovidas no Regimento Interno da Câmara acabaram retirando dispositivos relacionados à criação e funcionamento de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs).

Se confirmada a interpretação apresentada durante os debates públicos, o episódio revela algo ainda mais preocupante: durante anos, nenhum dos parlamentares percebeu ou questionou uma mudança que teria enfraquecido um dos principais instrumentos de fiscalização do Poder Legislativo.

A ironia é inevitável.

Enquanto vereadores discutem quem deve ocupar a cadeira da presidência, a população descobre que a ferramenta mais poderosa para investigar possíveis irregularidades simplesmente desapareceu das regras internas da Casa.

A POLÍTICA DO CONTROLE

Nos bastidores, o que se comenta é que a disputa pela presidência da Câmara não tem relação apenas com administração interna, mas também com influência política para os próximos anos.

A eleição da Mesa Diretora passou a representar muito mais do que a escolha de um presidente.

Ela se tornou um símbolo da disputa entre grupos políticos que buscam manter ou ampliar espaços de poder.

Enquanto isso, temas essenciais para a cidade continuam aguardando respostas:

* O destino dos empréstimos milionários contratados pelo município;

* O andamento de obras públicas questionadas pela população;

* A situação da saúde municipal;

* Os problemas enfrentados pela educação;

* A mobilidade urbana e o transporte coletivo.

Assuntos que deveriam dominar os debates acabam ficando em segundo plano diante da guerra pelo comando do Legislativo.

A VERDADEIRA DERROTA.

Talvez a chamada “nova derrota” não pertença a nenhum político específico.

Não seja de Dinha.

Não seja de Del.

Não seja de Itus.

Não seja de nenhum vereador.

A verdadeira derrota acontece quando a população vê a política se transformar em uma disputa permanente por espaços de poder, enquanto os problemas reais da cidade continuam aguardando solução.

Porque, no final das contas, presidentes da Câmara passam.

Prefeitos passam.

Grupos políticos passam.

Mas os prejuízos causados pela falta de fiscalização, pela ausência de transparência e pela concentração de poder permanecem sendo pagos pelo contribuinte.

E esse contribuinte tem nome, endereço e CPF.

Chama-se povo de Simões Filho.

Fonte: Clique aqui

Créditos do autor: noreply@blogger.com (Unknown)

Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação

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