A pergunta que ecoa nos corredores, nas filas e nas salas de espera é simples: como defender o indefensável quando a dor bate na porta da população?
Enquanto discursos tentam pintar um cenário de avanços e normalidade, moradores continuam relatando dificuldades no atendimento da saúde pública de Simões Filho.
Um novo relato feito por Cabo Neivaldo, que não é o vereador Neivaldo Scavello mas ligado ao controle social da saúde, expõe uma situação preocupante. Segundo ele, após atender ao chamado de um amigo conhecido como Valtinho, encontrou o irmão dele aguardando atendimento durante todo o dia na emergência do Hospital Municipal.
De acordo com a denúncia, o paciente teria sido orientado a procurar a UPA do CIA para tentar realizar um exame de dengue, pois o teste não estaria disponível naquele momento no Hospital Municipal. Ao chegar à unidade, veio uma nova frustração: segundo o relato, também não havia o exame disponível.
Sem solução na rede municipal, o paciente precisou buscar atendimento em Salvador, onde, conforme informado, acabou ficando internado.
O caso levanta uma reflexão: não adianta ter festa bonita se o básico ainda vira sofrimento para quem precisa de atendimento.
Durante entrevista ao radialista Ataíde Barbosa, no programa Panorama de Notícias, o agente público Altalano Andrade saiu em defesa da gestão do prefeito Del, afirmando que existe “fogo amigo” dentro da administração e que parte dos problemas seria causada por pessoas que não estariam colaborando com o governo.
Altalano também destacou como ponto positivo a realização dos festejos de São Pedro, afirmando que o prefeito acertou ao valorizar o lazer e a cultura da população.
Mas a pergunta da Rádio Peão News é inevitável:
Será que o cidadão esperando atendimento, procurando exame e buscando socorro em outra cidade quer ouvir justificativa política ou quer encontrar uma saúde funcionando?
Festa tem sua importância. Cultura movimenta a cidade, gera alegria e fortalece tradições. Mas quando a emergência vira motivo de reclamação, quando pacientes e familiares denunciam dificuldades, a prioridade precisa ser uma só: resolver o problema.
Porque no palanque todo discurso parece bonito. Mas é na fila do hospital que a população mede a eficiência de uma gestão.
Afinal, quem sente dor não procura explicação política.
Procura atendimento.
Fonte: Clique aqui
Créditos do autor: noreply@blogger.com (Unknown)
Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação

COMMENTS