A menos de 30 dias do início oficial da campanha eleitoral de 2026, Simões Filho vive um momento atípico, com o poderoso grupo político que comandou os destinos da cidade na última década aparentemente fragmentado.
No Poder Legislativo, nesta terça-feira (07), não houve sessão por falta de quórum: 10 vereadores simplesmente não compareceram à Câmara Municipal, justamente em um momento de queda de braço com o Poder Executivo, que necessita, como o ar que respira, da aprovação da LOA — que ainda depende da realização de audiências públicas com ampla participação popular.
Salvo esclarecer que por lei as audiências públicas devem ocorrer em uma sequências de três sendo a última na Casa Legislativa com pelo menos 1/3 da bancada parlamentar no local.
Nas ruas, aquilo que o Legislativo defende — a participação popular — começa a se manifestar de forma mais intensa. Protestos com queima de pneus surgem como forma de cobrar que o gestor cumpra o prometido: “diálogo”, e não apenas a continuidade daquilo que, segundo os manifestantes, não apresentou os resultados esperados.
O prefeito, ao lado da secretária de Saúde, diante daquele que é apontado por muitos como um dos maiores problemas do município, declarou aos veículos institucionais:
“Vamos reconstruir a Saúde Municipal.”
De alguma forma, a própria declaração abre espaço para o entendimento de que a Saúde Municipal enfrenta uma grave crise e necessita de mudanças profundas.
Enquanto isso, em meio à crise política, econômica e, principalmente, social, a cidade aparece nas redes sociais com ruas comparadas a uma imensa cratera lunar. A população cobra respostas em um município onde foram investidos milhões e milhões de reais em obras e serviços públicos, enquanto permanecem questionamentos sobre a aplicação desses recursos.
Mas sempre existe uma luz no fim do túnel.
E parte dessa responsabilidade passa pela Casa Legislativa, com a possível revisão do seu Regimento Interno, incluindo regras e normas para instalação de CPIs, além do fortalecimento da Lei Orgânica Municipal. Também cabe estimular uma participação popular mais ampla por meio de audiências públicas, buscando colocar a cidade novamente nos trilhos.
Agora fica a pergunta que não quer calar:
Quem será o maestro das audiências públicas para finalmente colocar o PDDM em prática, já que, segundo críticas, o ex-prefeito Diógenes Tolentino (Dinha) deixou esse importante instrumento de planejamento urbano esquecido em uma gaveta?
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Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação

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