Meus nobres pensantes e calejados leitores de Simões Filho, a política realmente tem capítulos que parecem roteiro de novela, e grande parte da imprensa está envolvendo-se sem o mínimo de informações embasado no Direito Constitucional, o Direito Legislativo Constitucional é o princípio da Administração pública especificada no art.37 da Constituição Federal.
Depois da reunião entre vereadores de Simões Filho, o governador Jerônimo Rodrigues, o senador Otto Alencar e o deputado estadual Eduardo Alencar, surgiram diversas análises tentando interpretar se o encontro foi institucional ou político,embora sendo que a verdadeira batalha está na garimpagem dos votos dos vereadores para a Deputada Katia Oliveira.
Entre essas vozes apareceu o radialista Roque Santos, questionando a narrativa apresentada por Eduardo Alencar e levantando dúvidas sobre o caráter do encontro.
Mas existe uma pergunta que também precisa ser feita:
Quem analisa os analistas?
A população tem direito de saber quando uma opinião vem de um comunicador independente ou de alguém que possui relação comercial com governos e administrações públicas Roque Santos?…
Documentos apresentados mostram uma nota fiscal emitida pela empresa Bahia No Ar LTDA que pertence ao radialista Roque Santos para a Prefeitura Municipal de Simões Filho, referente a serviços de divulgação, publicidade e comunicação, no valor aproximado de R$ 54,6 mil.
O pagamento de publicidade institucional por parte de uma prefeitura é permitido pela legislação, desde que siga as regras legais, tenha finalidade pública e transparência.
Porém, o debate levantado pela população é outro:
Quando um veículo recebe recursos de uma administração, suas críticas e defesas políticas continuam sendo vistas pelo público como totalmente independentes?
Essa é a reflexão.
Porque quando o microfone cobra explicações de uns, também precisa aceitar que a sociedade cobre explicações sobre suas próprias relações financeiras com o poder público municipal na gestão Dinha/Del.
Não se trata de impedir opiniões, mas de defender algo fundamental na democracia:
Transparência.
Se vereadores precisam explicar reuniões políticas, se deputados precisam prestar contas de suas ações, comunicadores que influenciam a opinião pública também devem deixar claro ao cidadão quais relações institucionais possuem.
Afinal, em Simões Filho, a pergunta continua no ar:
É opinião jornalística ou comunicação alinhada com quem paga a conta?
Rádio Peão News informa: na política, até o microfone precisa passar pelo teste da transparência Roque Santos.
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Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação

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