Os “caderninhos” da suposta corrupção e dos alegados desvios de dinheiro público parecem estar circulando livremente pelo município, enquanto o povão, que é quem paga a conta, continua na maior sofrência.
Já a mídia institucional — aqueles sites que, segundo críticas recorrentes, mantêm contratos milionários para divulgar as ações da administração pública — permanece em silêncio, enquanto o povo fica a ver navios.
Com a crise entre o Legislativo e o Executivo, o editor de um desses sites, aparentemente magoado porque o presidente da Câmara, Itus Ramos, teria cortado o “chupa-molho”, conforme declaração publicada pelo próprio veículo, resolveu “botar fogo no parquinho” e iniciar uma ofensiva para descredibilizar o presidente da Casa Legislativa.
Já surgiram denúncias de todo tipo: computadores, contratos de reforma supostamente mal elaborados e, agora, ressurgiu a velha história dos “funcionários fantasmas”. A denúncia veio até com números precisos: 216 “fantasmagóricos” pelos corredores da Câmara — quantidade suficiente para lotar o plenário em um dia de audiência pública.
Enquanto as denúncias continuam circulando, o Poder Legislativo, até a presente data, ainda não marcou a apresentação do novo Regimento Interno, aquele que, segundo as críticas, foi alterado na gestão do então presidente Orlando de Amadeu, retirando as normas e os procedimentos para a criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), instrumento tradicional de fiscalização do Poder Executivo.
Já o Bom Velhinho continua por aqui, mais ligado do que antena de Wi-Fi. E, pelo que dizem, várias páginas dos famosos “caderninhos dos milagres” já estariam prontas para começar a ser publicadas.
Os próximos capítulos prometem.
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Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação

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