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O Hospital Martagão Gesteira realizou, em julho, um procedimento inédito para pacientes cardiológicos da instituição. Com a implantação da técnica de Fechamento Percutâneo de Comunicação Interatrial (CIA) e a ampliação da estrutura hospitalar, foi realizada a primeira intervenção em um adolescente de 14 anos diagnosticado com essa cardiopatia congênita, caracterizada por uma abertura no septo que separa os átrios do coração. A alteração provoca uma passagem anormal de sangue entre as câmaras cardíacas, causando sobrecarga de volume.
Segundo a coordenadora da cardiologia pediátrica do Martagão, Mila Simões, até então o tratamento era realizado por meio de cirurgia cardíaca aberta.
“Antes, para corrigir esse tipo de CIA, a criança precisava passar por uma cirurgia com abertura do tórax, submetendo-se aos riscos de um procedimento invasivo e à necessidade de internação em leito de UTI”, explica.
Com o Fechamento Percutâneo de CIA, a correção é feita de forma minimamente invasiva. “A médica hemodinamicista utiliza um cateter introduzido pela perna da criança até alcançar o coração, onde o orifício é fechado, sem necessidade de cirurgia aberta”, detalha Mila Simões. A recuperação também é mais rápida, permitindo que o paciente receba alta no mesmo dia.
A oferta do procedimento foi possível após a reestruturação do hospital nos últimos anos, que incluiu a implantação do setor de hemodinâmica. A nova estrutura ampliou a capacidade assistencial do Martagão e passou a viabilizar tratamentos que antes não eram realizados na instituição.
“É uma grande conquista para o Martagão poder oferecer esse tipo de tratamento aos seus pacientes. É tecnologia avançada que permitirá melhores resultados”, conclui a médica.
Hospital de alta complexidade e quaternário, o Martagão atende, há mais de 60 anos, crianças e adolescentes de toda a Bahia. Realiza atendimentos especializados, cirurgias de alta complexidade e exames. Dispõe de aproximadamente 239 leitos (dado no CNES), além de UTI, UTI neonatal e uma Unidade de Treinamento para Desospitalização (UTD).
De acordo com o DataSUS e considerando a faixa pediátrica, o Martagão foi responsável, em 2025, por cerca de 50% das cirurgias oncológicas feitas pelo SUS, 50% dos tratamentos oncológicos, 20% das cirurgias neurológicas e 30% das cirurgias cardíacas. O hospital fez 100% dos transplantes de medula óssea em crianças e adolescentes pelo SUS e, por ano, realiza em média 230 mil atendimentos em 27 especialidades médicas.
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Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação

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