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Mourão: PF errou e Exército vai deixar segurança da maior apreensão de madeira do Brasil

  Após Exército anunciar que tropas deixariam o local, Polícia Federal ameaçou abrir inquérito contra militares

Redação

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

A ameaça da Polícia Federal (PF) de abrir inquérito contra militares, após o Exército retirar as tropas que fazem segurança da maior apreensão de madeira da história do Brasil, no Pará, foi considerada como equivocada pelo vice-presidente da República Hamilton Mourão (PRTB).
A briga chegou ao Palácio do Planalto, e quem ganhou a quebra de braço foi o Exército. Segundo Mourão, as tropas vão deixar o local no dia 6 de março. “Essa situação foi um equívoco por parte da Polícia Federal, já devidamente acertado com o Ministério da Defesa”, disse o general.
Realizada em conjunto com a PF, a operação ocorreu em dezembro do ano passado e capturou 130.000m³ de madeira supostamente extraída de maneira ilegal. Desde então, grupos das Forças Armadas fazem segurança de material apreendido em pelo menos dois pontos (ambos no Pará).
Em um ofício enviado à PF no dia 19 de fevereiro, sem explicar a motivação, o chefe do Estado-Maior do Comando Conjunto Norte (do Exército) informou que os militares deixariam os locais para retornar às suas sedes.
Em resposta ao Exército, a Polícia Federal ameaçou abrir inquérito contra militares que se retirarem da operação. Em um documento do dia 23 de fevereiro, o delegado responsável pela operação afirmou que o Exército não tem prerrogativa para escolher abandonar a ação.
“Isso [de não poder escolher se retirar] é evidente sob pena de tornar inócua toda ação até então encetada, a qual consumiu recursos públicos e, pior ainda, dar aos criminosos a oportunidade de recuperarem o produto do crime fato que, inevitavelmente, será objeto de apuração da responsabilidade de natureza civil, administrativa (improbidade) e criminal (por exemplo, prevaricação)”. As informações são da coluna Painel, da Folha de S.Paulo.