No documento destinado ao ministro Celso de Mello, os militares exaltam a categoria ao mesmo tempo que criticam o Poder Judiciário
Redação
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Militares da Força Aérea Brasileira (FAB) decidiram se posicionar contra o Supremo Tribunal Federal. Em manifesto endereçado ao ministro Celso de Mello, relator do inquérito que investiga Jair Bolsonaro por interferências na Polícia Federal, os militares criticam a Corte e o Poder Judiciário.
No documento, os militares exaltam a categoria ao mesmo tempo que criticam o Poder Judiciário. O grupo chega a dizer que os militares não recorrem “à subjetividade” ao anunciar ao subordinado que missão ele deve cumprir, nem deixa de “fazer do seu corpo uma trincheira” para defender a Pátria e a bandeira.
“Nenhum Militar galga todos os postos da carreira, porque fez uso de um palavreado enfadonho, supérfluo, verboso, ardiloso, como um bolodório de doutor de faculdade”, diz o manifesta.
De acordo com informações do Correio Braziliense, o manifesto enviado no último sábado (13) contou com a anuência de oficiais do alto escalão das demais forças. Na véspera, o ministro Luiz Fux concedeu liminar afirmando que as Forças Armadas não são poder moderador entre Executivo, Legislativo e Judiciário.
Logo depois, Bolsonaro declarou que as Forças Armadas não cumprem “ordens absurdas”, mas também não vão aceitar “tentativas de tomada de poder” por outro Poder da República.
