Bombardeio contra consulado do Irã na Síria ‘ultrapassa limites’ e desencadeia guerra regional no Oriente Médio

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Bombardeio contra consulado do Irã na Síria ‘ultrapassa limites’ e desencadeia guerra regional no Oriente Médio

Segundo analistas, o ataque representa uma escalada significativa do conflito: ‘havia regras no confronto, mas agora é uma guerra aberta entre Israel e o Eixo da Resistência’

LOUAI BESHARA / AFPsiria bombardeio
Bombardeio na Síria deixou ao menos 13 mortos

O bombardeio na Síria, que foi atribuído a Israel, e deixou ao menso 13 mortos na segunda-feira, 1, ‘ultrapassou limites’ e pode escalar a guerra no Oriente Médio que acontece desde o dia 7 de outubro quando o Hamas atacou Israel, estimam os analistas. “É uma escalada significativa. Ao mirar em um local diplomático iraniano, Israel ultrapassou um limite”, disse o analista Ali Vaez, do International Crisis Group. Entre os mortos no bombardeio está o oficial iraniano de mais alto escalão na Síria, Mohamad Reza Zahedi, e seis membros da Guarda Revolucionária da República Islâmica. “O ataque ao consulado iraniano em Damasco ultrapassou muitas linhas vermelhas”, declarou Basam Abu Abdallah, um analista sírio próximo ao governo que lidera o Centro de Pesquisa Estratégica de Damasco.

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Irã e Síria atribuíram o ataque a Israel, que se limitou a dizer que “não comenta as informações da imprensa estrangeira”. O Irã, que apoia o Hamas, embora negue qualquer envolvimento no ataque de 7 de outubro, mobilizou seus aliados regionais – no Líbano, Iraque e Iêmen – para atacar alvos de Israel ou de seu principal aliado, os Estados Unidos. As autoridades iranianas haviam garantido que não tinham intenção de se envolver em uma guerra regional. Porém, após o bombardeio em Damasco, o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, advertiu que “o regime sionista perverso será punido” e o presidente do Irã, Ebrahim Raisi, afirmou que esse “crime covarde não ficará sem resposta”.

“Havia regras no confronto, mas agora é uma guerra aberta entre Israel e o Eixo da Resistência”, acrescentou. Os aliados do Hamas, especialmente o Hezbollah libanês e os rebeldes huthis do Iêmen, estão unidos ao Irã no que descrevem como o Eixo da Resistência contra Israel. O grupo do Líbano indicou que o ataque em Damasco “não ficará impune”. Para os especialistas, o ataque a Damasco pode até ser uma tentativa do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de provocar um conflito em escala regional.

“Sob pressão dos americanos, Netanyahu está ficando sem tempo para continuar a guerra em Gaza e está recorrendo ao Líbano e à Síria”, afirmou o analista Nick Heras, referindo-se à pressão dos Estados Unidos sobre Israel para que a guerra não se prolongue em Gaza. Israel considera que “os iranianos estão dirigindo a partir de Damasco os fronts” em Gaza e no Líbano, e Netanyahu “espera uma próxima guerra regional com o Irã” na qual “espera que os Estados Unidos se juntem”, disse esse especialista do New Lines Institute for Strategy and Policy.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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