Crianças ativistas promovem eco-esperança | Euronews

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Crianças ativistas promovem eco-esperança | Euronews

Nos últimos anos, uma nova geração de ativistas colocou o clima no topo da agenda política global.

Os cidadãos tomaram consciência da crise climática que possui uma dimensão global. Todos os dias, milhões de pessoas agem em prol da natureza.

Nesta edição, vamos conhecer crianças e adultos envolvidos no combate para proteger as condições de vida na terra.

Crianças ativistas lutam pelo clima

A euronews falou com Francisco Vera Manzanares, um rapaz de 14 anos que está envolvido no ativismo climático desde criança. 

Embaixador da boa vontade da União Europeia na Colômbia, onde tem um grande número de seguidores, o jovem ativista fundou um movimento infantil que luta contra as alterações climáticas.

“Muitas pessoas dizem-nos que as crianças não devem falar sobre as alterações climáticas porque não são especialistas. Mas eu acho que as pessoas mais especializadas e mais legítimas para falar sobre as alterações climáticas são as crianças, porque são elas que mais sofrem. Nesse sentido, penso que as crianças são uma parte essencial deste papel de agir em prol do planeta”, disse Francisco Vera, Ativista, Fundador de Guardianes por la Vida.

Um livro para crianças escrito por uma criança

O jovem ativista escreveu um livro sobre o tema. “Eu explico conceitos básicos, como ‘o que é o efeito de estufa’? E se compreendermos o problema, podemos encontrar respostas mais eficazes. Há muito populismo e há agora uma nova vaga de extremos, de ultras, que acusam os ecologistas de terem uma inclinação política. Mas eu digo que todos nós vivemos no mesmo planeta. Partilho esta terra convosco, e com todos os que estão a ver-nos. Não é uma questão política, é uma questão de humanidade”, defendeu o jovem ativista colombiano que se diz otimista em relação ao futuro.

“Sim, francamente, estou otimista em relação ao futuro. A situação é muito complicada, é verdade. Cada um vê as coisas a partir da sua própria perspetiva. E eu vejo as coisas como uma pessoa jovem, mas uma pessoa jovem com esperança. Eco-esperança”, frisou Francisco Vera.

Aos 12 anos, Olivia inventou processo para limpar o mar

A euronews falou com Olivia Mandle, embaixadora do Pacto Europeu para o Clima que tem hoje 16 anos. A ativista ambiental tinha apenas 12 anos quando inventou o Jelly Cleaner, uma ferramenta para combater os microplásticos no mar.

” A água passa por aqui e é filtrada através das meias, e os plásticos e microplásticos acabam aqui no ponto. Se fizerem isto sempre que forem andar de paddleboard ou de caiaque com os vossos amigos, podem todos prender uma destas meias e estarão a limpar os oceanos pouco a pouco”, explicou Olivia Mandle, ativista ambiental e Embaixadora do Pacto Europeu para o Clima.

Olivia Mandle tem presença ativa nas redes sociais, nas escolas e em conferências, onde fala na necessidade de proteger os ecossistemas marinhos.

Programas europeus envolvem cidadãos em todo o lado

Grandes mudanças através de pequenas ações. Esta é a mensagem de uma campanha europeia chamada #ForOurPlanet. Em todo o mundo, muitas pessoas estão a agir em prol da natureza. A UE também apoia iniciativas de ciência cidadã através do programa LIFE. As iniciativas decorrem em várias regiões da Europa. 

Uma aplicação para identificar plantas invasoras

Na Costa Brava, a paisagem está ameaçada por plantas invasoras.

Um grupo de cidadãos está a identificá-las para encontrar soluções. Através de uma aplicação, os voluntários do projeto europeu LifeMedCliffs ajudam os cientistas a monitorizar as alterações na flora.

“O objetivo deste projeto é proteger a costa original do país catalão, a ideia é preservar o que já temos e evitar que as plantas exteriores o danifiquem e o transformem de uma forma prejudicial”, disse Edgard, um dos voluntários do projeto europeu.

Os voluntários compilaram milhares de fotografias georeferenciadas de toda a Costa Brava. “Estas são plantas de jardinagem. Há casas aqui, por isso, em algum momento, devem ter sido cultivadas na parte superior. Se incluirmos espécies que são muito perturbadoras, que têm uma taxa de crescimento muito elevada, que deslocam outras, ou que transformam a paisagem, especialmente quando são plantas ornamentais, então esta paisagem torna-se uma espécie de grande jardim artificial”, explicou Carlos Gomez Bellver, do Instituto Botânico de Barcelona.

A pressão da opinião pública

A euronews acompanhou uma visita de estudo dedicada aos líquenes, ameaçados pelas plantas tropicais. Os membros do projeto elaboraram uma lista de espécies perigosas para alertar o público e estão a trabalhar com viveiros.

Quanto mais pessoas conhecerem esta situação, mais pressão podemos exercer sobre as autoridades para que mudem a sua atitude e assegurem uma proteção mais ativa. Não vale a pena criticar, temos de trabalhar em conjunto para resolver este problema!”, frisou Maria Jose Chesa, voluntária do projeto europeu.

Fonte: clique aqui.

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