Das linhas telefônicas no IR à internet em 460 mi de dispositivos: como chegamos aqui em 25 anos? – Opinião

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Das linhas telefônicas no IR à internet em 460 mi de dispositivos: como chegamos aqui em 25 anos? – Opinião

O ano é 1924. Depois de passar pelo grande trauma da Primeira Guerra Mundial, a Europa vive um período de rápidas transformações rumo à modernização. Na Espanha, um grupo de pequenas empresas de serviços de telefonia juntou esforços para acompanhar o ritmo do progresso, fazendo surgir a Compañía Telefónica Nacional de España, hoje Telefónica S/A. Em 100 anos de existência, a companhia tornou-se uma referência do setor e, desde 1998, o maior investidor europeu no Brasil, com a cifra de R$ 560 bilhões.

O centenário do grupo é somado aos 25 anos da Telefônica no Brasil. Hoje com a marca comercial Vivo, é a maior empresa de telecomunicações do país e a 12ª maior listada na B3.

À época da privatização das telecomunicações no Brasil, quando a Telefónica adquiriu a Telesp, o acesso aos serviços de telefonia era tão caro e complicado que as linhas eram consideradas ativos declaráveis no Imposto de Renda. No início dos anos 1990, para conseguir habilitar esse tipo de aparelho, era preciso desembolsar algo em torno de US$ 5 mil, depois de se inscrever em uma lista de espera de milhares de candidatos e ter a sorte de ser “premiado”.

Hoje, por outro lado, somados smartphones, computadores, tablets e notebooks, os dispositivos digitais em uso no País ultrapassam 460 milhões, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Os números são expressivos, mas não refletem o enorme significado social que a evolução das telecomunicações tem trazido ao País. Com o setor privado à frente dos investimentos, e sob a regulação firme e independente a cargo da Anatel, foi possível democratizar a telefonia e a transmissão de dados. Além de aumentar a produtividade, a conexão entre todas as regiões do Brasil  viabiliza desde projetos de educação até atendimento de saúde mais acessível e rápido, uso de tecnologia de ponta no agronegócio e operações seguras e inclusivas setor financeiro, como o Pix. Segundo a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), o setor de telecomunicações deverá gerar 34,6 mil novos empregos até 2025.

Ainda há, no entanto, um longo caminho a trilhar em direção à revolução digital. De acordo com o IBGE, existem 9,1% de domicílios brasileiros sem nenhum serviço de telecomunicação. O acesso ainda precisa ser muito disseminado no País, bem como os serviços e avanços que a tecnologia proporciona.

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Na celebração de seus 25 anos de Brasil, a Vivo mantém 113 milhões de acessos na operação móvel e fixa, e se consolida como uma grandes investidora, aplicando R$ 9 bilhões na ampliação da rede de fibra, na expansão da rede móvel e no fortalecimento da plataforma de serviços digitais – só em 2023. Nos últimos dez anos, a companhia distribuiu, em média, 100% do lucro líquido anual aos 1,7 milhão de acionistas – grande parte deles, investidores individuais – na forma de dividendos e juros sob o capital próprio.

A consolidação da revolução digital só faz sentido se for acompanhada de uma verdadeira transformação social com ações afirmativas na educação, saúde, sustentabilidade ambiental e empreendedorismo. Por meio da Fundação Telefônica, a Vivo mantém um dos maiores projetos de educação pública do país, com investimento de R$ 57 milhões. Só em 2023, 3,6 milhões de pessoas foram beneficiadas. Além disso, entre 2015 e 2023, a Vivo reduziu em 90% suas emissões de carbono por meio do uso de energia 100% renovável, utilização de biocombustível na frota e eficiência operacional de equipamentos em centrais, prédios e estruturas de transmissão. Iniciativas como estas colocaram a Vivo, pelo quarto ano consecutivo, na 8ª posição entre as TOP 10 líderes mundiais em sustentabilidade no The Sustainability Yearbook 2024 da S&P.

Olhando para o futuro, a tecnologia 5G, junto com IoT (Internet of Things), IA (Inteligência Artificial) e computação em nuvem vão viabilizar a oferta de novos produtos e serviços baseados em redes de alta qualidade. A ideia é manter a empresa atenta às inovações para vencer o paradoxo digital que o Brasil enfrenta: apesar de estar entre as nações que mais consomem telefonia e Internet, muitos brasileiros não conseguem acesso aos serviços digitais.

Acreditamos firmemente que a digitalização acelera a inclusão social e temos a certeza de que vamos contribuir para que o Brasil se torne cada vez mais conectado e desenvolvido. Afinal, são 100 anos de história no mundo, e 25 anos de compromisso com o nosso país, sempre olhando para o futuro.

Fonte: Info Money

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