Mossoró: Lewandowski diz que fugitivos seguiam para o exterior. Siga

HomeBrasil

Mossoró: Lewandowski diz que fugitivos seguiam para o exterior. Siga

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, detalhou, nesta quinta-feira (4/4), que os dois dois fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró, capturados nesta tarde, fugiriam para o exterior.

“Tiveram ajuda externa e estavam se dirigindo ao exterior”, destacou Lewandowski.

Os detentos Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento foram capturados pelas polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF) em Marabá, no Pará. A caçada durou 51 dias e envolveu uma força-tarefa.

Segundo o ministro da Justiça, a dupla contou, ainda, com auxílio de comparsas e de organizações criminosas. “Mudamos de estratégia quando soubemos que não estavam nas proximidades da penitenciária de Mossoró. A mudança de estratégia consistiu em sairmos da busca física para trabalharmos a partir da inteligência no inquérito aberto pela PF. Eles foram monitorados até que foi possível prendê-los. Foram presos em uma ponte que foi cercada pela PF e PRF”, revelou Lewandowski.

“Os dois fugitivos estavam em um verdadeiro comboio do crime. Nessa abordagem, foram apreendidos três carros, com vários celulares e um fuzil. Nessa operação, foram presos quatro comparsas, além dos dois detentos. Contando os detidos de hoje, foram presas 14 pessoas desde o início da operação”, destacou.

Acompanhe a transmissão ao vivo:

Fuga na madrugada

Deibson Cabral Nascimento, o “Deisinho” ou “Tatu”, e Rogério da Silva Mendonça escaparam da prisão de segurança máxima por volta das 3h30 de 14 de fevereiro.

Os criminosos, que são integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), fugiram por um buraco na parede de uma das celas. Para a fuga, que é considerada a primeira desde a inauguração desse tipo de prisão no Brasil, os detentos utilizaram ferramentas da obra que ocorria na unidade prisional.

Apuração do Ministério da Justiça apontou que houve falhas nos procedimentos carcerários de segurança, mas concluiu que não há indícios de corrupção.

Em razão das falhas apontadas pela corregedora-geral, Marlene Rosa, foram instaurados três processos administrativos disciplinares (PADs) envolvendo 10 servidores.

Outros 17 servidores assinarão Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), no qual se comprometem com uma série de medidas, entre as quais não poder cometer as mesmas infrações e passar por cursos de reciclagem.

Fonte: clique aqui.

Você gostou desse conteúdo? Compartilhe!

COMMENTS