Enquanto a população sofre nas filas da UPA e do Hospital Municipal de Simões Filho, o espetáculo da política continua a todo vapor. De um lado, tapete, placa de inauguração, aplausos ensaiados, discursos vazios e a velha propaganda institucional tentando vender um município de primeiro mundo. Do outro, o povo enfrentando cadeiras quebradas e enferrujadas, macas sucateadas, falta de médicos, demora no atendimento e escolas onde alunos precisam fazer rodízio por falta de carteiras para sentar.
Uma moradora resumiu o sentimento popular nas redes sociais:
“Fui tomar uma medicação e quase sentei no chão. Uma vergonha.”
Outra frase ecoou como um grito da realidade:
“Pão e circo aqui nós temos. E o povo sofrendo na UPA e no hospital.”
E basta isso. Apenas dois comentários foram suficientes para desmontar toda a maquiagem da gestão.
Na fotografia oficial, a trupe política aparece sorridente inaugurando instalações luxuosas para abrigar vereadores e autoridades. Tudo bonito, iluminado, organizado para a câmera. O famoso teatro administrativo onde o importante não é resolver o problema do povo, mas produzir conteúdo para redes sociais e alimentar os bobos da corte digitais que vivem aplaudindo qualquer encenação em troca de cargos, salários gordos e gratificações.
Enquanto isso, a realidade bate na porta da população:
* escolas com mobiliário destruído;
* alunos sem carteiras;
* unidades de saúde abandonadas;
* hospital sucateado;
* cadeiras enferrujadas;
* falta de especialistas;
* transporte público praticamente inexistente;
* servidores sobrecarregados;
* pacientes sendo tratados sem dignidade.
O contraste é cruel.
De um lado, o luxo da política.
Do outro, a humilhação do povo.
A gestão investe pesado na propaganda para criar uma cidade imaginária nas redes sociais, mas quem depende do serviço público conhece a verdade. O cidadão entra numa UPA e encontra abandono. Vai ao hospital e encontra precariedade. Leva o filho para a escola e encontra salas sem estrutura adequada.
Mas nas redes sociais da corte tudo está perfeito.
Os “aplaudidores oficiais” seguem defendendo o indefensável, produzindo fake news, atacando críticos e tentando transformar sofrimento popular em narrativa de sucesso administrativo.
O problema é que a realidade não cabe dentro de filtros de Instagram.
O povo não vive de placa de inauguração.
O povo precisa de atendimento digno.
E enquanto o circo continua armado, a população segue pagando o ingresso mais caro de todos: impostos altos para receber serviços públicos degradantes.
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Créditos do autor: noreply@blogger.com (Unknown)
Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação

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