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A GUERRA ENTRE DEL E DINHA É INEVITAVEL APÓS COMANDO JUDICIAL…

Por Alberto de Avellar  – Liminar suspende eleição antecipada da Câmara e abre racha na base do governo e embaralha sucessão em Simões Filho 

A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Simões Filho ganhou um novo e decisivo capítulo nesta segunda-feira (15). Os vereadores Berlindo Gazineu (Belo) e Adeilson de Jesus Santos (Del Capoeira) ingressaram na Justiça com um Mandado de Segurança com pedido de liminar para suspender a sessão convocada para a eleição antecipada da Mesa Diretora da Casa Legislativa.

Segundo as informações do processo nº 8002716-64.2026.8.05.0250, que tramita na 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Simões Filho, a Justiça acolheu o pedido e determinou que a eleição seja realizada apenas em 1º de novembro de 2026, alterando completamente o tabuleiro político do Legislativo municipal.

Racha exposto na base governista

A ação judicial escancarou aquilo que até então era tratado apenas nos bastidores: uma divisão entre os grupos que sustentam o governo municipal.

De um lado estão os vereadores alinhados ao prefeito Del Soares.        

  •Belo Gazineu

  •Del Capoeira

  •Orlando de Carvalho

  •Glauber

  •Bombeiro Mota 

  •Sid Serra

Do outro, os parlamentares considerados mais próximos do ex-prefeito Diógenes Tolentino (Dinha), que buscam manter a influência sobre a Mesa Diretora.

A disputa deixou de ser apenas uma eleição interna e passou a representar uma verdadeira medição de forças entre os dois principais grupos políticos da cidade.

Everton das Placas volta à Câmara

Com a suspensão da eleição antecipada, uma consequência imediata já foi sentida.

O vereador Everton das Placas, que estava licenciado e exercendo função no Executivo, retorna ao Legislativo para participar da futura votação da Mesa Diretora.

Com isso, a suplente Andréia Almeida, que ocupava temporariamente a cadeira parlamentar, deixa o mandato e retorna à condição de suplente.

A movimentação fortalece a estratégia do grupo que trabalha pela eleição do atual presidente Itus Ramos.

O bloco de Itus ainda não tem votos suficientes

Nos bastidores, a conta é simples.

O grupo considerado mais próximo de Dinha e que defende a permanência de Itus Ramos teria atualmente como núcleo principal:

* Itus Ramos

* Roberto Souza

* Moisés Santos

* Everton das Placas

* Jajai

* ⁠Neivaldo Scavelo 

Mesmo com esse reforço, o bloco ainda não alcançaria a maioria necessária para garantir a vitória sozinho.

Os verdadeiros donos da chave do cofre político

Quem continua decidindo o futuro da Câmara são os vereadores que hoje ocupam a posição de independentes ou transitam entre os grupos políticos.

Entre eles aparecem:

* Adailton Caçambeiro

* Eri Costa

* Carlos Neto

* Genivaldo Lima (Geninho)

* ⁠Joca da Farmácia 

Os quatro parlamentares passaram a ser tratados nos bastidores como os verdadeiros “fiéis da balança” da sucessão.

Qualquer candidatura competitiva precisará dialogar com esse grupo.

Cenário 1: Reeleição de Itus Ramos

O primeiro cenário é a manutenção do atual presidente.

Para isso, Itus precisará ampliar sua base e conquistar parte significativa dos vereadores independentes.

A vantagem de Itus é já comandar a estrutura administrativa da Câmara.

A dificuldade é reunir os votos necessários em um ambiente cada vez mais fragmentado.

Cenário 2: Candidato de consenso

Com o desgaste provocado pela judicialização da disputa, cresce nos bastidores a possibilidade de surgir um nome de consenso.

Nesse cenário, vereadores poderiam construir uma candidatura capaz de unir parte da base governista, independentes e até setores da oposição.

Entre os nomes frequentemente citados nas conversas políticas aparecem vereadores com perfil mais conciliador e menor rejeição interna.

Cenário 3: Rodízio na presidência

Outra hipótese que começa a ganhar força é um acordo político para divisão do comando da Casa.

Nesse modelo, seria firmado um compromisso de apoio mútuo para os próximos biênios legislativos.

O objetivo seria evitar uma guerra interna prolongada e preservar a unidade mínima entre os grupos políticos.

Nos corredores da Câmara, a proposta já é chamada por alguns vereadores de “acordo de rodízio”.

Cenário 4: Surge uma terceira via

Com a disputa entre os grupos ligados a Del e Dinha cada vez mais intensa, também cresce a possibilidade de surgir um candidato fora dos dois blocos tradicionais.

Um nome apoiado pelos vereadores independentes poderia se transformar em alternativa para evitar que a presidência fique sob influência direta de qualquer das duas lideranças.

O que muda a partir de agora?

A principal mudança é que a disputa ganhou tempo.

A decisão judicial retira a pressão da votação imediata e abre vários meses para negociações, articulações e possíveis mudanças de posicionamento.

Se antes a eleição parecia caminhar para uma definição rápida, agora o cenário voltou à estaca zero.

E em política, quando ninguém tem maioria, quem controla o centro do tabuleiro costuma definir o vencedor.

Por enquanto, a única certeza é que a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Simões Filho deixou de ser uma simples escolha administrativa e se transformou na principal batalha política do município para os próximos meses.

Fonte: Clique aqui

Créditos do autor: noreply@blogger.com (Unknown)

Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação

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