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Deputados exageram em gastos de cotas

Enquanto os brasileiros se desdobram para encaixar as despesas no orçamento, os parlamentares nem de longe têm a mesma preocupação. O aumento recente no preço da gasolina, por exemplo, que deixou boa parte da população indignada, não teve impacto na vida dos deputados federais, já que eles não precisam pagar combustíveis com o salário de R$ 33,7 mil. Para arcar com esses e outros tipos de gastos, como alimentação e hospedagem, eles têm direito à chamada cota parlamentar, pela qual a Câmara reembolsa o dinheiro que eles usam com as despesas. 
O valor varia de acordo com o estado de origem do deputado: de R$ 39.503,61 por mês, para os de Tocantins, a R$ 44.632,46, para os acrianos.A margem de ressarcimento é maior de acordo com a distância do estado até Brasília — a lógica é que, quanto mais longe, mais cara é a passagem. Ou seja, além de pagar o combustível dos próprios veículos, os brasileiros também enchem o tanque dos parlamentares. Só até julho deste ano, a Câmara reembolsou R$ 10 milhões aos deputados por gastos com “combustíveis e lubrificantes”, segundo levantamento do Correio. Isso sem contar os R$ 14,8 milhões que eles usaram para alugar carros. 
Caso prefiram não dirigir, os deputados podem também chamar um táxi ou um Uber, como faz boa parte dos brasileiros, com a diferença que basta apresentar uma nota fiscal para que eles sejam ressarcidos com dinheiro público. Junto com pedágios e estacionamentos, a Câmara reembolsou R$ 568,3 mil, entre janeiro e julho, com esse tipo de gasto. Com informações do Correio Braziliense