As imagens aéreas obtidas por nossa equipe confirmam que o canteiro permanece em estado inicial, sem construções que correspondam ao montante já repassado à empreiteira.
Responsabilidade compartilhada
O contrato foi assinado durante a gestão do ex-prefeito Diógenes Tolentino, mas os pagamentos mais recentes foram autorizados pelo atual prefeito Devaldo Soares, conforme mostram as assinaturas digitais nos processos .
Com isso, a responsabilidade pela fiscalização e execução do contrato recai sobre duas administrações consecutivas, que precisarão explicar o andamento do projeto e a destinação dos recursos.
Indícios de irregularidades
Especialistas ouvidos pela reportagem apontam possíveis falhas graves, como:
•Pagamentos por serviços não executados;
•Possível superfaturamento nas medições;
•Ausência de fiscalização técnica adequada;
•Descumprimento contratual, já que o prazo inicial foi encerrado sem entrega da obra.
Esses fatores podem caracterizar improbidade administrativa e lesão ao erário, cabendo investigação do Ministério Público Estadual e do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA).
O que diz a construtora?
Procurada, a Construtora Bahiana de Saneamento (CBS) afirmou, em nota divulgada em portais locais, que “o projeto segue rigorosamente o cronograma aprovado” e que as críticas partem de “oposição política”. Contudo, a empresa não apresentou imagens ou relatórios atualizados que comprovem o avanço físico proporcional aos recursos recebidos.
Próximos passos
A reportagem encaminhará toda a documentação analisada ao Ministério Público da Bahia e ao TCM-BA, solicitando a abertura de auditoria e investigação sobre possíveis irregularidades nos pagamentos e medições da obra.
Enquanto isso, a população de Simões Filho segue sem a rodoviária prometida — e com a suspeita de que milhões de reais já pagos não chegaram ao chão da obra.

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