Questionamentos dizem respeito a suposta vulnerabilidade das urnas eletrônicas
Nos últimos oito meses, as Forças Armadas questionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) 88 vezes sobre as supostas vulnerabilidades do processo eleitoral brasileiro.
De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, os militares enviaram cinco ofícios sigilosos assinados pelo general de Divisão do Exército, Heber Garcia Portella, que participa da Comissão de Transparência do TSE. Quatro desses documentos já foram respondidos, mas um ainda aguarda manifestação do tribunal.
Os ofícios foram enviados apesar de autoridades terem reiterado que o processo eleitoral brasileiro é seguro, auditável e que não há indícios de que as consultas populares passaram por fraude.
A lista de questionamentos apresentados pelos militares inclui o teste de integridade das urnas eletrônicas, o nível de confiança nos sistemas de votação e apuração dos votos, a solicitação de documentos, listagens, relatórios e outras informações sobre as políticas do tribunal, o funcionamento das urnas e propostas de aperfeiçoamento de transparência.
Crise entre os Poderes
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, se reuniu na terça-feira (3) com o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira. O militar saiu do encontro sem falar com a imprensa. Por meio de nota institucional, o Supremo afirmou que as Forças Armadas estão “comprometidas com a democracia”.
O encontro aconteceu em meio à crise entre os Poderes. A tensão com as Forças Armadas nasceu com a declaração do ministro Luís Roberto Barroso, ex-presidente TSE, que disse que os militares estão sendo orientados a desacreditar o processo eleitoral do Brasil.
Fonte: Bahia.ba

