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MUITO BATE BOCA MAS NA PRATICA NADA!!!


Por ALBERTO DE AVELLAR – Meus inocentes, inquietos, porém calejados leitores de Simões Filho, sem qualquer sombra de dúvidas, o caso Wallison Ramos causou uma reviravolta digna de novela mexicana no tabuleiro da política simõesfilhense.

Conforme as sempre bem-informadas bocas de fofoca, Wallison Ramos foi ouvido pela promotora de Justiça nesta terça-feira. E olhe que o dito “delator dos fantasmas” alegou ter uma viagem marcada para a China — nada mais, nada menos — para um curso especializado em limpeza de sanitários. Mas, enfim… a promotora, que também é especialista na arte de não engolir conversa fiada, não caiu no H e determinou a abertura de investigação forense, devido à gravidade do caso, colocando tudo sob segredo de justiça até que todos os envolvidos sejam ouvidos.

E quando se diz todos, meus amigos, é todos mesmo: o atual prefeito, o ex-prefeito, a deputada e todas as testemunhas arroladas. O que, convenhamos, não é nada bom para Wallison Ramos e companhia limitada — especialmente para aqueles que já vinham sendo investigados desde o episódio da nota de repúdio do Ministério Público, naquele famoso caso em que a promotora teve sua honra atacada em 2024.

Já no período da noite, na 7ª sessão da Casa Legislativa, o clima esquentou mais que telhado de zinco ao meio-dia. Os vereadores resolveram usar o púlpito não para legislar, mas para desabafar — o que, diga-se de passagem, virou esporte municipal.

“Nos últimos 16 meses, nenhuma indicação dos vereadores foi colocada em prática pelo Executivo”, disparou um edil, visivelmente indignado.

Outro, já com a paciência no modo economia, completou:

“Precisamos de audiências públicas com os secretários! Que eles expliquem à população o que estão fazendo, porque nem atender os vereadores eles atendem!”

Mas o ponto alto do espetáculo — porque aquilo ali já tinha virado praticamente um teatro — foi a indicação do vereador mais Belo dos Belos, líder do governo na Câmara. Sua excelência solicitou ao Executivo a implantação de pontos de apoio para os trabalhadores da limpeza urbana, para que possam atender suas necessidades básicas: defecar, urinar e, pasmem, beber água.

(Vish… isso não é o mínimo previsto nos direitos humanos, não?)

Foi aí que o bambu gemeu.

Um vereador, sem papas na língua, retrucou:

“Mas isso não é responsabilidade da empresa que tem um contrato milionário?”

Outro entrou no embalo e foi além:

“E os garis antigos, efetivos, fazem suas necessidades onde? No meio da rua?”

Pronto. Aí lascou de vez.

E, no meio do caos, surgiu a constatação mais óbvia — e ao mesmo tempo mais ignorada:

Simões Filho necessita, com urgência urgentíssima, de sanitários públicos em toda a cidade. Os vídeos que circulam nas redes sociais mostram uma realidade simplesmente aterrorizante.

Moral da história: nem os funcionários — sejam eles fantasmas ou de carne e osso — e muito menos a população têm onde fazer suas “necessidades fisiológicas” com dignidade em Simões Filho.

Mas a vida segue.

E como bem disse Ataíde Barbosa, já passou da hora da Polícia Federal fazer uma visitinha básica na cidade — essa terra fértil onde milhões e milhões brotam… e desaparecem num piscar de olhos.

Enquanto isso, eu sigo por aqui, aguardando resultados de exames, sem conseguir sequer uma audiência com o secretário de Governo, Pastor Rogério, para resolver minha situação. Já se passaram dois anos sem receber meus proventos, mesmo enfrentando uma doença terminal.

Fico me perguntando…

Será que vai ser necessário fazer o mesmo que Wallison Ramos — um verdadeiro espetáculo hollywoodiano — para finalmente ser ouvido?

Fonte: Clique aqui

Créditos do autor: noreply@blogger.com (Unknown)

Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação

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